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Prédicas (Sermões)
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31 de dezembro de 2014 - Culto de Vigília
2 Coríntios 2.7-10
Tema:
Bipolar


Mas,
para que não ficasse orgulhoso demais por causa das coisas maravilhosas que vi,
eu recebi uma doença dolorosa,
que é como um espinho no meu corpo.
Ela veio como um mensageiro de Satanás para me dar bofetadas
e impedir que eu ficasse orgulhoso.
Três vezes orei ao Senhor,
pedindo que ele me tirasse esse sofrimento.
Mas ele me respondeu:
“A minha graça é tudo o que você precisa,
pois o meu poder é mais forte quando você está mais fraco”.
Portanto,
eu me sinto muito feliz em me gabar das minhas fraquezas,
para que assim a proteção do poder de Cristo esteja comigo.
Eu me alegro também com as fraquezas,
os insultos,
os sofrimentos,
as perseguições
e as dificuldades pelos quais passo por causa de Cristo.
Porque quando perco toda a minha força,
então tenho a força de Cristo em mim.

Introdução
O jornal Folha de São Paulo publicou, na última segunda-feira, um caderno especial fazendo uma retrospectiva do ano de 2014.

Esse tipo de trabalho não é original, mas muito comum. Todos os meios de comunicação costumam produzir matérias a respeito do ano, quando ele está chegando ao fim. Não somente os meios de comunicação, mas nós também, individualmente, fazendo uma espécie de balanço sobre o ano que está terminando.

Mas o caderno da Folha de São Paulo com a retrospectiva do ano de 2014 chamou a minha atenção por causa do título que estampava, em letras grandes, na sua capa.

O título era o seguinte: “O ano bipolar”.

Foi essa a definição dada para o ano que estamos terminando: “Bipolar”.

E a explicação para tal definição vinha logo a seguir, dizendo assim: “Vai-não vai” divide a torcida além da Copa - O humor nacional oscila da euforia de favorito à depressão do 7 a 1; do desejo de mudança à reeleição - O mesmo 2014 que festeja 25 anos da queda do Muro de Berlim reencena a Guerra Fria, mas surpreende ao final com a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba”.

De fato, o ano de 2014 foi exatamente assim: de altos e baixos; de euforia e depressão; de desejo de mudança, mas de reeleição; de esperança e de decepção.

E agora, quando chegamos ao fim de 2014, por causa dessa bipolaridade, não olhamos para o ano que está chegando com muitas esperanças nem com boas expectativas. Ao contrário, estamos inseguros e temerosos a respeito das coisas que podem acontecer.

Ora, se pensarmos bem, ao analisarmos as palavras de Paulo aos cristãos de Corinto, chegaremos à conclusão de que também o apóstolo teve uma vida bipolar. Não um ano bipolar, mas toda uma existência bipolar.

Sua vida não foi só de alegrias, de vitórias, de sucesso, de felicidades. Ao lado das coisas positivas, houve também muitas coisas negativas: tristezas, derrotas, fraquezas, decepções, perseguições.

É exatamente sobre isso que queremos falar. Utilizando o texto bíblico que lemos, vamos falar sobre a vida de Paulo como uma vida bipolar, de altos e baixos, de vitórias e derrotas.

1) Uma vida de alto nível espiritual
Em primeiro lugar, Paulo escreveu aos coríntios a respeito dos pontos altos de sua vida espiritual. Em outras palavras, Paulo contou a respeito de suas vantagens aos cristãos de Corinto.

No início do capítulo sétimo, Paulo escreveu assim: Eu preciso me gabar de mim mesmo. Agora eu vou falar a respeito das visões e revelações que o Senhor me tem dado.

Não são estranhas essas palavras? Não é, no mínimo, um tanto esquisito Paulo dizer que precisava se gabar de si mesmo?

Temos de perguntar: por que Paulo se gabou de suas vantagens? Por que Paulo exaltou as suas próprias experiências?

A história é um pouco complicada! Paulo tinha anunciado o evangelho em Corinto e ali se formara uma igreja. Depois, Paulo foi embora, a fim de pregar o evangelho em outros lugares.

Posteriormente, ficou sabendo que a Igreja de Corinto estava cheia de problemas. Tinha divisões internas. Apresentava imoralidades.

Sem poder voltar a Corinto, Paulo escreveu uma primeira carta para advertir e orientar, para chamar a atenção e ensinar o rumo a ser seguido.

Essa primeira carta de Paulo aos coríntios não foi bem recebida. Os cristãos de Corinto não gostaram de ser advertidos por ele. Começaram a falar mal de Paulo. Disseram que ele escrevia com ousadia, mas não tinha a mesma coragem para falar pessoalmente. Chegaram até a dizer que ele não era, de fato, um verdadeiro apóstolo de Jesus.

Foi por isso que Paulo escreveu, nesta segunda carta, a sua defesa pessoal. Sua autoridade apostólica estava sendo negada. E, para provar que Deus mesmo lhe dera a autoridade de um apóstolo, Paulo se gabou de suas visões e revelações.

Deus lhe concedera privilégios especiais! Chegara até a ser arrebatado ao mais alto dos céus! Fora levado ao paraíso, onde ouvira coisa que palavras humanas não conseguem expressar!

Tudo isso representa um lado da moeda! Paulo usufruiu bênçãos espirituais indescritíveis, que lhe foram concedidas por Deus!

2) Uma vida de problemas
Mas, como dissemos, tudo isso foi somente um lado da moeda! E a vida de Paulo não foi somente de visões e revelações espetaculares! Houve um outro lado! Houve também o lado sombrio!

Sobre esse lado sombrio, Paulo escreveu dizendo assim: Mas, para que não ficasse orgulhoso demais por causa das coisas maravilhosas que vi, eu recebi uma doença dolorosa, que é como um espinho no meu corpo. Ela veio como um mensageiro de Satanás para me dar bofetadas e impedir que eu ficasse orgulhoso.

Aí está a bipolaridade! O mesmo apóstolo Paulo, que fora arrebatado até o mais alto dos céus, também foi conduzido ao mais profundo sofrimento, através de uma doença dolorosa.

Até hoje, os estudiosos do Novo Testamento não conseguiram descobrir que doença era essa. Mas, certamente, era uma doença que lhe causava muita dor e sofrimento.

Na carta aos Gálatas, Paulo mencionou essa doença. Ele disse assim: “Lembram por que foi que lhes anunciei pela primeira vez o evangelho? Foi porque eu estava doente. Mas vocês não me desprezaram nem me rejeitaram, embora o meu estado de saúde fosse uma dura prova para vocês. Pelo contrário, vocês me receberam como se eu fosse um anjo de Deus ou mesmo como se eu fosse o próprio Cristo!”

Portanto, Paulo não era uma pessoa saudável. Ao contrário, tinha um sério problema de saúde. Tão sério que ele dizia que sua doença era semelhante a um espinho na carne! Tão sério que ele afirmava que sua doença era uma espécie de mensageiro de Satanás para lhe dar bofetadas.

Este era o outro lado da vida de Paulo: um homem que lutava contra uma doença; um homem que se sentia como tendo um espinho na carte; um homem que tinha a sensação de estar sendo esbofeteado por um mensageiro de Satanás.

3) O triunfo da graça
Aí está, irmãos e irmãs, um perfeito retrato feito por Paulo a respeito de si mesmo. Um retrato bipolar! Por um lado, visões e revelações; por outro lado, uma doença dolorosa! Por um lado, arrebatamento até o mais alto dos céus! Por outro lado, a sensação de estar sendo esbofeteado pelo Diabo!
Viver assim não é fácil! Ao contrário, viver assim é muito complicado! O próprio apóstolo Paulo sentiu que não estava suportando viver nessa montanha russa de altos e baixos.

Por isso, Paulo buscou a ajuda do Senhor. Não somente uma vez. Não somente duas vezes. Mas três vezes. Ele escreveu dizendo assim: “Três vezes orei ao Senhor, pedindo que ele me tirasse esse sofrimento”.

Certamente, sendo Paulo um missionário tão consagrado, Deus haveria se ouvir e de responder sua oração. Sendo Paulo tão precioso para o trabalho da igreja, Deus não o deixaria na mão.

Todavia, supreendentemente, não foi isso o que aconteceu. Paulo não foi curado de sua enfermidade. Paulo não foi liberto do seu sofrimento.

A resposta que Deus lhe deu foi esta: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está mais fraco”.

Paulo pensava que precisava ser curado! Paulo achava que precisava ficar livre de seus sofrimentos e de suas dores!

Deus, no entanto, pensava de forma diferente! Para Deus, tudo o que Paulo precisava era da sua graça! Era a graça que Deus que o fortalecia, mesmo em meio às suas dores e enfermidades!

Paulo concordou com Deus! E concluiu o seu texto dizendo: “Eu me alegro também com as fraquezas, os insultos, os sofrimentos, as perseguições, e as dificuldades pelos quais passo por causa de Cristo. Porque, quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim”.

Conclusão
O jornal Folha de São Paulo, fazendo uma retrospectiva de 2014, chegou à conclusão de que foi um ano tremendamente bipolar, de altos e baixos, de esperanças e frustrações.

Examinando a vida do Paulo, nós também chegamos à conclusão de que o grande apóstolo não teve somente um ano bipolar, mas toda uma vida bipolar, como se vivesse numa montanha russa, com gloriosas revelações de Deus e com bofetadas de Satanás.

Na verdade, irmãos e irmãs, assim é também a nossa vida cristã. Em 2014, certamente tivemos vitórias, mas também enfrentamos derrotas. Em 2014, certamente conhecemos momentos de alegria, mas também vertemos lágrimas de tristeza.

E, por mais otimistas que sejamos, sabemos que 2015 não será diferente.
Apesar de desejarmos a todos um feliz e abençoado ano novo, nem sempre 2015 será somente de felicidade e de bênção.

Por isso, a mesma mensagem que Paulo recebeu de Deus é preciosa para todos nós: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está mais fraco”.

Deus nos abençoe para que, em todos os momentos de 2015, vivamos debaixo de sua graça!

Deus nos abençoe para que, nas dores, nas enfermidades, das derrotas e nas tristezas, permaneçamos firmes confiando na sua graça!

Deus nos conceda o triunfo de sua graça na vida de cada um de nós! Amém!